Taxa de corrosão é a velocidade média de perda de espessura observada entre medições comparáveis. Ela relaciona a diferença de espessura ao tempo transcorrido e normalmente é expressa em mm/ano ou in/ano. O valor é uma projeção baseada no histórico medido; não é uma propriedade fixa nem garante que a deterioração futura continuará linear.
Quando é usada: a taxa de corrosão apoia a avaliação de afinamento de parede em vasos de pressão e tubulações, desde que as medições pertençam ao mesmo local ou a uma área representativa documentada.

Relação com a inspeção: a taxa selecionada alimenta a vida remanescente e ajuda a definir intervalos de inspeção, mas não substitui o plano de inspeção, a identificação do mecanismo de dano, as exigências jurisdicionais ou o julgamento técnico.
Fonte: API 510, Pressure Vessel Inspection Code: In-service Inspection, Rating, Repair, and Alteration · Edição: 10th Edition, May 2014, Addendum May 2017 · Item: 7.1.1.1 · Páginas: 39–40
CR(LT) = (t_initial − t_actual) / Δt·CR(ST) = (t_previous − t_actual) / Δt
Interpretação técnica: as duas taxas usam a medição atual no mesmo CML; muda a referência histórica e o intervalo.
Aplicação prática: calcular ambas quando o histórico permite e investigar a divergência antes de selecionar a taxa de projeção.
Fonte: API 510, Pressure Vessel Inspection Code: In-service Inspection, Rating, Repair, and Alteration · Edição: 10th Edition, May 2014, Addendum May 2017 · Item: 7.1.1.2 · Página: 40
“shall select the corrosion rate that best reflects the current conditions.”
Interpretação técnica: a seleção é técnica e contextual; a edição consultada não cria regra automática de usar sempre a maior taxa.
Aplicação prática: documentar por que LT ou ST representa melhor mecanismo, processo e histórico atuais.
Fonte: API 570, Piping Inspection Code: In-service Inspection, Rating, Repair, and Alteration of Piping Systems · Edição: Fourth Edition, February 2016, Errata 1 April 2018 · Itens: 7.1.2 e 7.2 · Páginas: 54–55
CR(LT) = (t_initial − t_actual) / Δt·CR(ST) = (t_previous − t_actual) / Δt
“shall select the corrosion rate that best reflects the current process.”
RL = (t_actual − t_required) / CR
Interpretação técnica: LT e ST são comparadas, mas a escolha final continua vinculada ao processo atual e à consulta com especialista em corrosão.
Aplicação prática: calcular por CML, avaliar o circuito e registrar a taxa governante ou representativa.
Fonte: NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento · Edição: Portaria MTP nº 1.846/2022, retificada em 20/10/2022 · Itens: 13.5.4.5, 13.6.1.1 e 13.6.2.2 · Páginas: 17, 19–20
“deve obedecer aos prazos máximos indicados na Tabela 2”
“devem atender aos prazos máximos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica”
Interpretação técnica: a NR-13 fornece limites e premissas regulamentares próprios para vasos e tubulações; a fórmula API não os substitui.
Aplicação prática: selecionar a próxima data que satisfaça simultaneamente o cálculo técnico e o limite regulamentar aplicável.
O que a NR-13 diz sobre taxa de corrosão?
- Caldeiras: a NR-13 não cita diretamente o termo “taxa de corrosão” nos requisitos aplicáveis às caldeiras. O Anexo I inclui fundamentos básicos sobre corrosão no conteúdo programático de capacitação. A NR-13 não estabelece fórmula própria para o cálculo da taxa de corrosão; métodos de outros códigos não constituem requisitos próprios da NR-13.
- Vasos de pressão: a NR-13 não apresenta, nos requisitos aplicáveis aos vasos de pressão, fórmula própria denominada “taxa de corrosão”. A norma estabelece prazos máximos para as inspeções periódicas dos vasos em
13.5.4.5. A taxa de corrosão e a vida remanescente conforme a API 510 são referências técnicas complementares e não autorizam ultrapassar os limites regulamentares da NR-13. - Tubulações: a NR-13 não cita diretamente o termo “taxa de corrosão” na seção aplicável às tubulações. Há relação indireta: o programa e o plano de inspeção devem considerar fluidos, pressão, temperatura, mecanismos de danos previsíveis e consequências em
13.6.1.1, e os intervalos devem atender aos prazos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica conectada em13.6.2.2. O cálculo de taxa de corrosão da API 570 permanece referência técnica complementar. - Tanques metálicos de armazenamento: a seção aplicável aos tanques metálicos de armazenamento não apresenta referência direta ao termo “taxa de corrosão”, nem estabelece cálculo específico desse conceito. Os critérios das APIs 510 e 570 não se aplicam automaticamente aos tanques.
- Válvulas de segurança: os requisitos da NR-13 aplicáveis às válvulas de segurança não citam diretamente o termo “taxa de corrosão”, nem estabelecem cálculo específico de perda de parede para esses dispositivos.
- Manômetros: os requisitos da NR-13 aplicáveis aos manômetros não citam diretamente o termo “taxa de corrosão”, nem estabelecem cálculo específico desse conceito para esses instrumentos.
Relação com códigos técnicos
| Camada | Função neste tema | Não confundir com |
|---|---|---|
| API 510, 10ª edição, 2014, addendum 2017 | Taxa, vida remanescente e intervalos de vasos em serviço | Código de construção ou obrigação legal autônoma |
| API 570, 4ª edição, 2016, Errata 1/2018 | Taxa, vida remanescente, CML ou circuito e intervalos de tubulação em serviço | Critério de vaso ou código de projeto de tubulação |
| ASME VIII | Fórmulas e dados de projeto para espessura requerida do vaso quando for o código aplicável | Método de seleção de taxa em serviço |
| ASME B31.3 | Fórmulas e dados de projeto para tubulação de processo quando aplicável | Plano de inspeção em serviço |
| API RP 574 | Prática de inspeção de componentes e apoio à espessura mínima estrutural de tubulações | Substituto da API 570 ou da NR-13 |
| API 571 | Identificação e compreensão de mecanismos de dano | Cálculo automático de vida remanescente |
| API 579-1/ASME FFS-1 | Avaliação de aptidão para serviço quando o dano exige análise avançada | Cálculo simples de Δt/Δtempo |
| NR-13 | Requisitos regulamentares brasileiros, responsabilidades e prazos máximos | Fórmula API de taxa de corrosão |
Definição técnica
O que o valor representa fisicamente
Se uma parede perdeu 0,60 mm em três anos entre duas medições comparáveis, a taxa média do período é 0,20 mm/ano. Isso não significa que todos os pontos perderam exatamente 0,20 mm a cada ano, nem que a taxa de corrosão permanecerá igual. O valor resume a evolução observada no local monitorado durante aquele intervalo.
O cálculo é diretamente útil para mecanismos de afinamento nos quais a perda de parede pode ser acompanhada por espessura. Perda localizada imprevisível, pites isolados, trincamento, erosão-corrosão concentrada ou mudança de processo exigem análise adicional; uma única taxa média pode ocultar o ponto limitante. A API 510 limita o uso despreocupado de tratamento estatístico quando há corrosão localizada aleatória significativa, e a API 570 faz ressalva equivalente para mecanismos localizados imprevisíveis em circuitos.

Dados necessários para a taxa de corrosão
| Dado | Função no cálculo | Controle necessário |
|---|---|---|
| Identificação do equipamento, componente, circuito e CML | Define a população avaliada | Não misturar vaso, circuito ou componente diferente |
| Localização do ponto de exame | Garante comparabilidade espacial | Repetir no mesmo ponto ou representar a mesma área por método documentado |
t_inicial | Numerador da taxa LT | Primeira medição no CML ou início de novo ambiente de corrosão |
t_anterior | Numerador da taxa ST | Medição anterior no mesmo local |
t_atual | Base comum às taxas e à vida remanescente | Medição mais recente validada |
| Datas das medições | Forma Δt | Converter o intervalo real para anos de modo consistente |
| Unidade das espessuras | Define a unidade de CR | Todas em mm ou todas em in |
| Condição de medição | Permite julgar comparabilidade | Método, instrumento, calibração ou verificação, temperatura, superfície e incerteza |
t_requerida | Limite usado em RL | Calcular no mesmo local ou componente e pelo código aplicável |
| Histórico operacional | Sustenta a seleção entre LT e ST | Registrar mudanças de fluido, pressão, temperatura, velocidade, inibidor e paradas |
| Mecanismo de dano | Define se a projeção é adequada | Distinguir perda geral, localizada e mecanismos não governados por afinamento |
A API 510 define t_inicial, t_anterior e t_atual no mesmo CML ou local. A API 570 também exige o mesmo local na análise ponto a ponto e recomenda marcar CMLs em desenhos ou na tubulação para permitir medições repetitivas.
Unidades
- espessuras em
mme tempo em anos resultam emmm/ano; - espessuras em
ine tempo em anos resultam emin/ano; - a vida remanescente resulta em anos quando a diferença de espessuras e a taxa usam a mesma unidade de comprimento;
- conversões devem ser feitas antes do cálculo, sem combinar
mm,in, meses e anos na mesma expressão.
Como calcular a taxa de corrosão de longo e de curto prazo?
A taxa LT usa a medição atual e uma medição inicial ou anterior mais remota; a taxa ST usa, tipicamente, as duas medições mais recentes. Ambas são perda de espessura dividida pelo intervalo entre as leituras.
CR_LT é a taxa de longo prazo, CR_ST é a taxa de curto prazo, t_inicial é a espessura inicial no mesmo local, t_anterior é a espessura da inspeção anterior e t_atual é a espessura mais recente. Os intervalos de tempo são expressos em anos.
A LT suaviza variações ao longo de um período maior. A ST reage mais rapidamente a acelerações, desacelerações ou mudanças recentes. Por isso, a diferença entre as duas é informação diagnóstica, não um inconveniente a eliminar.
A API 510 admite dados de mais de dois momentos; a API 570 admite método ponto a ponto, estatístico ou combinação. Qualquer tratamento deve preservar a representatividade do local, componente ou circuito. As fórmulas não determinam, sozinhas, se a perda é geral, localizada ou causada por erro de medição.
Deve ser usada sempre a maior taxa de corrosão?
Não foi localizada essa regra automática nas edições consultadas. A API 510 atribui ao inspetor, em consulta com especialista em corrosão, a seleção da taxa que melhor reflete as condições atuais. A API 570 manda comparar LT e ST para identificar qual produz a vida remanescente mais curta, mas também atribui ao inspetor autorizado, em consulta com especialista em corrosão, a escolha da taxa que melhor reflete o processo atual.
Com o mesmo t_atual e t_requerida, a maior taxa positiva normalmente produz a menor vida remanescente. Isso explica a comparação conservadora da API 570, mas não elimina a avaliação da causa: uma taxa ST elevada pode refletir aceleração real, enquanto uma taxa anômala também pode refletir ponto diferente, escala, temperatura ou dispersão de medição.
A seleção deve considerar mecanismo geral ou localizado, impacto ou erosão, início do problema, mudanças de processo, formação ou remoção de escala, áreas estagnadas e operação dentro da janela de integridade. A escolha da taxa não autoriza selecionar o menor valor para ampliar o intervalo nem o maior valor sem revisar a qualidade e a representatividade dos dados.
Como interpretar medições que variam ou sugerem ganho de espessura?
Uma diferença negativa não prova crescimento da parede. Deve-se verificar se as leituras foram feitas no mesmo local e sob condições comparáveis, revisar calibração, superfície, revestimento ou escala, acoplamento, temperatura, orientação do transdutor e resolução do método.
A API 570 lista fontes de imprecisão de UT e exige que a repetição do ponto mais fino seja feita o mais próximo possível do mesmo local; alternativamente, pode ser usado o mínimo ou uma média documentada de várias leituras no ponto de exame. Se o padrão for não uniforme ou a espessura se aproximar da requerida, são necessárias medições adicionais e métodos de varredura. Para vasos, a API 510 permite análise estatística documentada, desde que o resultado represente a condição real e não seja aplicado de modo inadequado a corrosão localizada aleatória significativa.
Não há critério universal de descarte por incerteza, pois ele depende do procedimento, instrumento, faixa, superfície e método aplicável.
Como calcular e interpretar a vida remanescente?
A vida remanescente é a margem de espessura disponível, t_atual - t_requerida, dividida pela taxa de corrosão selecionada:
O resultado estima quando a projeção linear alcançaria a espessura requerida, mantidas a taxa e as condições adotadas. Ele não é garantia de operação até aquela data. Se o mecanismo mudar, a taxa mudar ou um dano não modelado governar, a estimativa deve ser revisada.
t_requerida precisa pertencer ao mesmo CML ou componente e não inclui margem de corrosão nem tolerância do fabricante nas definições analisadas. Em tubulações, a API 570 determina que a espessura requerida seja o maior valor entre espessura de projeto por pressão e espessura mínima estrutural. A espessura requerida de um equipamento real depende do código de construção aplicável; nos exemplos, ela é um dado hipotético previamente determinado pela engenharia.
Como a API 510 usa a taxa de corrosão em vasos de pressão?
A API 510 usa a taxa para calcular vida remanescente, apoiar a data da próxima inspeção e projetar a espessura usada na reavaliação de MAWP em serviço corrosivo. Sem justificativa por RBI, o período entre inspeções interna, on-stream e de medição de espessura é limitado ao menor entre metade da vida remanescente e dez anos. Se a vida remanescente for menor que quatro anos, o intervalo pode ser igual à vida remanescente, limitado a dois anos.
O cálculo não transforma a API 510 em código de projeto. A espessura requerida e a MAWP dependem das fórmulas e dos dados do código de construção aplicável. RBI pode justificar outro intervalo nos limites e controles previstos pela própria API 510. Regras jurisdicionais, como os prazos da NR-13, continuam aplicáveis.
O prazo calculado pela API 510 não substitui o enquadramento do vaso, o SPIE, a metodologia formal de IBR nem a decisão do PLH no contexto brasileiro.
Como a API 570 usa a taxa de corrosão em tubulações?
A API 570 usa as taxas por CML e, quando aplicável, análises de circuito para calcular vida remanescente, identificar o componente limitante e estabelecer intervalos de medição. Sem RBI, para Classes 1, 2 e 3, o período entre medições de CMLs ou circuitos deve considerar o menor entre metade da vida remanescente e o máximo recomendado na Tabela 1.
A Tabela 1 da edição consultada recomenda, para medição de espessura, cinco anos na Classe 1, dez anos nas Classes 2 e 3 e três anos em pontos de injeção; a Classe 4 fica a critério do owner ou user. Esses máximos não são a única entrada: também devem ser considerados taxa, vida remanescente, classe, requisitos jurisdicionais e julgamento técnico.
Se RL < 4 anos, o intervalo pode ser a vida remanescente completa até o máximo de dois anos. O intervalo deve ser revisto após cada inspeção ou mudança significativa das condições operacionais ou dos resultados. A classificação API 570 não substitui o limite jurisdicional da NR-13 para tubulações enquadradas no Brasil.
Equipamento novo, mudança de serviço, reparo ou substituição
Sem histórico confiável, não se deve fabricar uma taxa de corrosão a partir de memória. A API 510 permite estimar a taxa provável a partir de vasos similares, especialista em corrosão ou dados publicados; se isso não for possível, determina medição on-stream após aproximadamente três a seis meses e medições subsequentes até estabelecer taxa crível.
Na API 570, tubulação nova ou com mudança de serviço pode usar dados de materiais e serviços comparáveis ou experiência e dados publicados; se isso não for possível, a primeira determinação de espessura deve ocorrer em até três meses de serviço, seguida por medições até estabelecer a taxa. Para tubulação reparada ou substituída em espécie, a taxa deve ser estabelecida com base na pior taxa anteriormente medida no local da substituição ou na taxa média do circuito.
Reparos e substituições podem criar uma descontinuidade no histórico. A espessura de um componente novo não deve ser tratada como se fosse a medição seguinte do componente removido sem documentar a troca e aplicar a regra específica do código. Mudanças de fluido, temperatura, pressão, velocidade, inibidor, teor de água ou regime de parada podem iniciar novo ambiente de corrosão. A regra explícita para tubulação de substituição não foi generalizada para vasos.
Quando a taxa de corrosão não basta?
A taxa isolada não basta quando há perda localizada significativa, trincas, mecanismo incerto, dispersão incompatível com o modelo, mudança de processo, espessura próxima da requerida, histórico insuficiente ou dados de pontos não comparáveis.
A API 571 auxilia a identificar o mecanismo de dano; a API 579-1/ASME FFS-1 pode ser necessária para avaliação de aptidão para serviço mais avançada; o código de construção determina a espessura requerida; o plano de inspeção define cobertura e métodos; e o profissional responsável integra esses elementos. A fórmula de vida remanescente por afinamento não substitui essas etapas.
A API 570 manda aumentar a cobertura de CMLs quando há maior taxa ou corrosão localizada e alerta que a corrosão raramente é realmente uniforme. A fórmula de vida remanescente não substitui avaliação FFS nem define critérios de aceitação de API 579.
Diferenças importantes entre API 510 e API 570
| Aspecto | API 510 — vaso | API 570 — tubulação |
|---|---|---|
| Unidade de avaliação | CML ou componente do vaso | CML, componente e circuito de tubulação |
| Taxas LT/ST | Duas leituras ou mais; seleção pelo inspetor com especialista | Método ponto a ponto ou estatístico; comparar LT/ST e selecionar com especialista |
| Espessura requerida | Projeto por pressão ou estrutural no mesmo CML; código de construção do vaso | Maior entre projeto por pressão e mínimo estrutural, no mesmo local ou componente |
| Intervalo básico sem RBI | Menor entre RL/2 e 10 anos para interna, on-stream ou espessura | Menor entre RL/2 e Tabela 1 para Classes 1–3 |
| Classe de serviço | Não usa as Classes 1–4 da API 570 | Classes 1–4 influenciam frequência e extensão |
| Substituição de componente | Não foi adotada regra da API 570 | Pior taxa anterior no local ou média do circuito para substituição em espécie |
| Limite brasileiro | Tabela 2 e condições da NR-13 para vasos | Vaso ou caldeira mais crítica conectada e demais condições da NR-13 |
Aplicação prática da taxa de corrosão
Fluxo mínimo de avaliação
- Confirmar equipamento, componente, circuito e CML.
- Validar que as leituras pertencem ao mesmo ponto ou a uma área representada por método documentado.
- Normalizar unidades e calcular os intervalos reais entre datas.
- Calcular
CR_LTeCR_STsem arredondamento prematuro. - Investigar divergências, mecanismo de dano, mudanças de processo e qualidade das medições.
- Selecionar e justificar a taxa de corrosão que melhor representa a condição atual.
- Confirmar
t_requeridapelo código de construção ou projeto aplicável. - Calcular
RLe identificar o CML ou componente limitante. - Calcular o teto API aplicável e compará-lo com NR-13, plano de inspeção, RBI ou IBR e demais limites.
- Registrar premissas, arredondamento conservador, responsável, data de revisão e gatilhos para recalcular.
Exemplo didático 1 — vaso de pressão
Todos os dados são hipotéticos. Não representam valor normativo nem equipamento real.
Dados: mesmo CML do casco; t_inicial = 12,0 mm em 01/08/2018; t_anterior = 11,6 mm em 01/08/2023; t_atual = 11,1 mm em 01/08/2026; t_requerida = 8,1 mm, previamente calculada para o componente pelo código de construção aplicável.
Taxa de longo prazo:
Taxa de curto prazo:
Seleção hipotética: supondo que a revisão do processo, do mecanismo e das medições confirme que a aceleração recente representa a condição atual, adota-se CR = 0,1667 mm/ano. A escolha não decorre apenas de ser a maior taxa.
Vida remanescente:
Teto API 510 sem RBI, antes de outros limites:
Interpretação: o cálculo indica que RL/2 governa o teto da API 510 neste cenário hipotético. A próxima inspeção não é automaticamente marcada para nove anos: o prazo real ainda deve respeitar a NR-13, a categoria do vaso, a condição de SPIE ou IBR, o plano de inspeção, o histórico e o julgamento técnico.
Exemplo didático 2 — tubulação de processo
Todos os dados são hipotéticos. Não representam valor normativo nem linha real.
Dados: mesmo CML de um circuito hipoteticamente classificado como Classe 1; t_inicial = 8,0 mm em 01/08/2018; t_anterior = 7,6 mm em 01/08/2023; t_atual = 7,2 mm em 01/08/2026; t_requerida = 4,8 mm, previamente definida como o maior valor entre projeto por pressão e mínimo estrutural.
Taxa de longo prazo:
Taxa de curto prazo:
Seleção hipotética: supondo que a avaliação confirme CR_ST como representativa do processo atual, adota-se CR = 0,1333 mm/ano.
Vida remanescente:
Teto API 570 para medição de espessura da Classe 1, antes de outros limites:
Interpretação: a Tabela 1 governa o teto API neste exemplo. Ainda assim, o prazo real deve ser comparado com o limite da NR-13 para o vaso ou caldeira mais crítica conectada, a condição dos demais CMLs do circuito, pontos de injeção, perda localizada, mudanças operacionais e o plano de inspeção.
Cuidados e erros de interpretação
- tratar taxa de corrosão como valor fixo para toda a vida do equipamento;
- usar espessuras de pontos diferentes como série temporal do mesmo CML;
- arredondar a taxa para zero ou reduzir casas antes de calcular
RL; - confundir espessura medida, nominal, requerida, de alerta e limite de retirada;
- escolher a menor taxa para obter vida maior sem justificar a condição atual;
- aplicar a Tabela 1 da API 570 a vasos ou o limite de dez anos da API 510 a toda tubulação;
- usar uma média de circuito para esconder CML limitante sem método estatístico documentado;
- considerar “ganho de espessura” sem investigar incerteza e condições de medição;
- continuar o histórico através de reparo ou substituição sem registrar a descontinuidade;
- calcular
RLcomt_requeridade outro componente ou sem código de projeto aplicável; - projetar perda localizada, pite ou trinca apenas pela taxa média de parede;
- confundir o teto calculado pela API com a data legalmente admissível pela NR-13;
- considerar que
RL > 0prova aptidão para serviço até a data calculada; - ignorar mudança de fluido, pressão, temperatura, velocidade, inibidor, teor de água ou regime de parada;
- transformar os exemplos hipotéticos em critério normativo.
Limites das edições e do uso didático
As conclusões API estão limitadas às edições analisadas: API 510 de 2014 com addendum de 2017 e API 570 de 2016 com Errata 1 de 2018. A aplicabilidade de uma edição específica a equipamento, contrato, jurisdição ou sistema de gestão real depende dos documentos do caso.
Os exemplos usam valores hipotéticos previamente determinados e não calculam espessura requerida por ASME VIII ou B31.3. A fórmula apresentada não executa avaliação API 579 nem define critérios de aceitação para pites, perda localizada, trincas ou outros danos. A classe de serviço API 570 e a categoria NR-13 dependem das condições de cada caso real.
Conclusão
Taxa de corrosão é a razão entre perda de espessura e tempo em um local comparável. LT e ST observam janelas diferentes do histórico; a diferença entre elas deve ser investigada. Nas edições consultadas, nem API 510 nem API 570 autoriza escolher automaticamente a taxa mais favorável, e nenhuma das duas estabelece simplesmente “use sempre a maior”. A seleção cabe ao profissional definido pelo código, apoiado por especialista em corrosão e pela condição atual.
A vida remanescente combina a espessura atual, a espessura requerida e a taxa selecionada. A espessura requerida vem do código de projeto ou construção e do componente específico. A vida remanescente, por sua vez, alimenta o planejamento: API 510 usa min(RL/2, 10 anos) para o intervalo tratado na seção aplicável, salvo condições e exceções; API 570 usa min(RL/2, máximo da Tabela 1) para Classes 1–3, também com condições e exceções.
Vasos e tubulações compartilham a matemática básica, mas não os mesmos critérios de organização e intervalo. API 510 trabalha com o vaso e seus componentes ou CMLs; API 570 organiza sistemas por circuitos, CMLs e classes de serviço. No Brasil, a NR-13 acrescenta limites regulamentares próprios. O resultado final deve ser o prazo tecnicamente justificado que também respeita a obrigação legal, o plano de inspeção e o mecanismo de dano.















































































