Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 começa por confirmar se o recipiente está abrangido pela norma, qual é sua categoria e se identificação, dispositivos, documentos e inspeções estão em situação adequada. A Madrigal Mineira pode apoiar a avaliação e os serviços aplicáveis ao escopo efetivamente identificado.
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13: o que verificar?
O vaso de pressão é um recipiente estanque, de qualquer tipo, formato ou finalidade, capaz de conter fluido sob pressão manométrica positiva ou negativa distinta da atmosférica. Para estar no campo da NR-13, ele deve ter P.V superior a 8 — P em kPa e V em m³ — ou conter fluido classe A, independentemente do P.V. O nome comercial ou a capacidade em litros, sozinhos, não definem o enquadramento.
Na Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13, a avaliação deve reunir fluido, pressão máxima de operação, volume interno, diâmetro, placa de identificação, código de construção, categoria, dispositivos de segurança, histórico e documentação disponível.
Quais equipamentos podem ser vasos de pressão?
Reservatório de ar comprimido, vaso pulmão, separador ar/óleo, separador de processo, autoclave, reator, filtro pressurizado, vaso de expansão, trocador, condensador, evaporador, vaso criogênico e certos reservatórios térmicos podem constituir vasos de pressão. Em cada caso, é necessário confirmar o corpo que contém fluido, suas condições de pressão, volume, diâmetro, fluido e exclusões aplicáveis.
Um boiler ou aquecedor, por exemplo, pode exigir análise como vaso ou como caldeira, conforme sua configuração. Uma serpentina é exclusão expressa, mas o reservatório associado pode demandar avaliação própria.
Também há exclusões como recipientes transportáveis, vasos destinados à ocupação humana, vasos de sistemas auxiliares de pacote de máquinas, dutos, fornos, serpentinas de troca térmica, aquecedores de fluido térmico, vasos com diâmetro interno inferior a 150 mm, PRFV, acumuladores/blocos hidráulicos, trocadores de placas corrugadas gaxetadas ou brasadas e vasos exclusivamente sujeitos a vácuo até 5 kPa sem fluido classe A. A exclusão não dispensa o empregador de inspecionar e manter sistemas pressurizados que ofereçam risco aos trabalhadores.
Como definir a categoria do vaso de pressão?
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 exige classificar o fluido, determinar o grupo de potencial de risco pelo P.V e cruzar ambos na Tabela 1. Nesta etapa, P é expresso em MPa e V em m³; esse cálculo não deve ser confundido com o critério de entrada da norma.
| Classe | Fluido |
|---|---|
| A | inflamáveis; combustíveis a partir de 200 °C; tóxicos até 20 ppm; hidrogênio; acetileno |
| B | combustíveis abaixo de 200 °C; tóxicos acima de 20 ppm |
| C | vapor de água, gases asfixiantes simples e ar comprimido |
| D | demais fluidos |
| Grupo P.V (MPa·m³) | Classe A | Classe B | Classe C | Classe D |
|---|---|---|---|---|
| 1: > 100 | I | I | I | II |
| 2: > 30 a < 100 | I | II | II | III |
| 3: > 2,5 a < 30 | II | III | III | IV |
| 4: > 1 a < 2,5 | III | IV | IV | V |
| 5: < 1 | III | IV | V | V |
A categoria é importante porque define os prazos máximos das inspeções periódicas e orienta a gestão do equipamento.
O que o proprietário pode levantar?
Na Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13, reúna fabricante, modelo, TAG, número de série/identificação, ano, aplicação, fluido, volume, pressão de operação, PMTA disponível, temperatura, categoria indicada, código de construção, fotos do conjunto e da placa, Prontuário, Registro de Segurança, último Relatório de Inspeção, próxima inspeção, dados da Válvula de Segurança, Manômetro e certificados existentes.
Não cabe ao proprietário definir integridade, medir espessura, calcular PMTA, desmontar dispositivo, entrar no vaso ou executar END. Essas decisões integram o serviço técnico sob responsabilidade de PLH e profissionais qualificados quando necessários.
Quais documentos o vaso de pressão precisa ter?
O vaso abrangido deve ter, no estabelecimento, documentos atualizados com funções distintas:
- Prontuário do Vaso de Pressão: reúne código e edição, materiais, fabricação/inspeção final, metodologia da PMTA, desenhos/dados de vida útil, pressão máxima de operação, TH de fabricação, características funcionais, dados dos dispositivos, ano e categoria.
- Registro de Segurança: registra ocorrências capazes de influir na segurança e as inspeções realizadas.
- Projeto de Alteração ou Reparo: aplicável somente quando houver os gatilhos de alteração/reparo previstos.
- Relatório de Inspeção de Segurança: documenta inspeção, exames/testes, anomalias, recomendações, parecer e próxima inspeção.
- Certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança: comprovam a condição dos dispositivos associados ao vaso.
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 não significa apenas reunir papéis: a documentação obrigatória para vasos de pressão comprova partes distintas da condição técnica e do histórico do equipamento.
Vaso sem prontuário ou com placa ilegível
Prontuário inexistente ou extraviado deve ser reconstituído pelo empregador, sob responsabilidade do fabricante ou de PLH, incluindo premissas de projeto, dados dos dispositivos de segurança e memória de cálculo da PMTA. Equipamento usado sem prontuário não autoriza a criação de histórico fictício.
A placa deve apresentar fabricante, número de identificação, ano de fabricação, PMTA e código/edição de construção; a categoria e o código/número de identificação também devem estar visíveis. A NR-13 não define um procedimento universal para substituir placa ausente ou ilegível: os dados precisam ser apurados tecnicamente e coerentes com a documentação disponível.
Quando o vaso precisa de inspeção?
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 envolve inspeção inicial, periódica e extraordinária.
A inspeção inicial é feita em vaso novo, antes da entrada em funcionamento no local definitivo, com exames externo e interno. Vaso seriado categoria IV ou V certificado por OCP acreditado pelo Inmetro pode ser dispensado dessa inspeção quando instalado segundo o fabricante.
A inspeção periódica inclui exames externo e interno. Não existe um prazo único para todos os vasos:
| Categoria | Exame externo | Exame interno | Condição |
|---|---|---|---|
| I | 1 ano | 3 anos | sem SPIE |
| II | 2 anos | 4 anos | sem SPIE |
| III | 3 anos | 6 anos | sem SPIE |
| IV | 4 anos | 8 anos | sem SPIE |
| V | 5 anos | 10 anos | sem SPIE |
| I | 3 anos | 6 anos | com SPIE |
| II | 4 anos | 8 anos | com SPIE |
| III | 5 anos | 10 anos | com SPIE |
| IV | 6 anos | 12 anos | com SPIE |
| V | 7 anos | a critério | com SPIE |
Se o vaso não permitir acesso visual por impossibilidade física, podem ser usados END ou outra metodologia de avaliação definida por PLH, considerando mecanismos de dano previsíveis.
Quando é necessária inspeção extraordinária?
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 exige atenção especial após dano por acidente ou outra ocorrência capaz de comprometer a segurança, reparo ou alteração importante, retorno à operação depois de mais de 12 meses inativo e mudança de local, exceto para vasos móveis.
Para saber se a inspeção está vencida, compare o último Relatório, o Registro de Segurança, a categoria, a condição de SPIE e as datas previstas para exames externo e interno. A aparência externa não substitui essa conferência.
Válvula de Segurança, Manômetro e PMTA
O vaso abrangido deve ter válvula de segurança ou outro dispositivo com pressão de abertura igual ou inferior à PMTA, ressalvadas as condições de sistema intrinsecamente protegido com parecer técnico de PLH. Também deve haver medidas para evitar bloqueio inadvertido e instrumento que indique a pressão de operação.
As válvulas devem ser desmontadas, inspecionadas e testadas em prazo adequado à manutenção, sem superar o prazo da inspeção interna do vaso protegido. O relatório registra o número do certificado de inspeção e teste da válvula. O Manômetro deve estar em condição adequada e ser inspecionado/testado ou, quando aplicável, calibrado; a NR-13 não estabelece uma periodicidade universal de calibração.
PMTA é a maior pressão contínua admissível para o equipamento. Ela aparece na placa e no Prontuário, orienta a proteção contra sobrepressão e é indispensável quando há reconstituição documental. Não deve ser definida por estimativa do proprietário.
O vaso precisa de Teste Hidrostático ou ultrassom?
Na Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13, o Teste Hidrostático de fabricação deve constar em laudo assinado pelo responsável técnico designado pelo fabricante ou importador e em registros do Prontuário. Sem comprovação, a NR-13 distingue vasos fabricados/importados a partir de 2 de maio de 2014 dos anteriores; para os anteriores, a necessidade do TH fica a critério técnico do PLH.
Isso não significa que todo vaso precisa repetir TH em cada inspeção periódica. Exames, testes e END em serviço são selecionados conforme histórico, código aplicável, condição e critério técnico. Medição de espessura por ultrassom pode acompanhar perda de espessura e subsidiar a avaliação de integridade; líquido penetrante, partículas magnéticas, radiografia e outros métodos podem ser usados conforme necessidade. Não são um checklist automático para todo vaso.
Corrosão uniforme/localizada, pitting, corrosão sob isolamento, erosão-corrosão, trincas, fadiga, danos térmicos, fragilização e perda de espessura são exemplos de mecanismos a investigar somente quando compatíveis com processo, material, temperatura, ciclos e histórico.
Quando um reparo ou alteração exige projeto?
Projeto de Alteração ou Reparo é necessário previamente quando forem modificadas as condições de projeto ou quando o reparo puder comprometer a segurança. Ele deve ser concebido ou aprovado por PLH e definir materiais, execução, controle de qualidade e qualificação de pessoal. Soldagem ou mandrilamento em partes que operam sob pressão deve receber exames/testes com parâmetros definidos por PLH. Nem toda manutenção exige PAR.
Situações em que vale procurar uma empresa especializada
- vaso novo a instalar;
- vaso nunca inspecionado ou com inspeção vencida;
- equipamento usado sem documentos;
- ausência de Prontuário, Registro ou Relatório;
- placa ilegível;
- Válvula de Segurança sem certificado;
- Manômetro sem evidência de controle;
- TH sem comprovação;
- mudança de local, reparo ou alteração;
- auditoria, fiscalização ou dúvida sobre enquadramento/categoria.
Como regularizar um vaso de pressão?
Regularização de vaso de pressão NR-13 pode incluir enquadramento, identificação, classificação, inspeção, organização/reconstituição documental, tratamento de dispositivos e instrumentos, PAR quando aplicável, correção de pendências e atualização documental. A Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 deve refletir as providências que o caso concreto exige, sem transformar regularização em pacote único.
Após identificar o escopo, a Madrigal Mineira pode apoiar inspeções NR-13, documentação e relatórios, reconstituição de prontuário quando aplicável, inspeção e teste de válvulas de segurança, calibração de manômetros, ART e consultoria. TH e demais exames são avaliados conforme necessidade técnica.
O que enviar para solicitar orçamento?
Envie cidade/UF, quantidade de vasos, tipo ou aplicação, fabricante, modelo, TAG, série, ano, fluido, pressão, PMTA disponível, volume, temperatura, fotos do equipamento e da placa, Prontuário, Relatório, Registro, data da última inspeção, certificados de dispositivos e descrição da necessidade. São informações úteis para avaliação inicial e orçamento, não uma lista normativa.
Solicite uma avaliação do seu vaso de pressão
Certificação Vaso de Pressão conforme a NR-13 é mais segura quando parte dos dados reais do equipamento, do histórico e das pendências documentais. Envie as informações disponíveis à Madrigal Mineira para definir o escopo técnico e o próximo passo adequado para o seu vaso, com participação de Profissional Legalmente Habilitado — PLH quando o caso exigir.
Evidências normativas
Fonte: NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento · Edição: Portaria MTP nº 1.846/2022, retificada em 20/10/2022 · Itens: 13.2.1(b), 13.2.1(c) e 13.2.2 · Página: 2
“vasos de pressão cujo produto P.V seja superior a 8”
Interpretação técnica: o enquadramento depende de dados objetivos e das exclusões aplicáveis.
Fonte: NR-13 · Itens: 13.5.1.5, 13.5.1.6 e 13.5.1.7 · Páginas: 14 a 16
“Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado, a seguinte documentação devidamente atualizada”
Interpretação técnica: documentos e registros têm funções complementares para demonstrar condição, histórico e inspeção do vaso.
Fonte: NR-13 · Itens: 13.5.4.1, 13.5.4.5 e 13.5.4.10 · Páginas: 17 a 19
“Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária.”
Interpretação técnica: os prazos dependem da categoria e do SPIE, e a extraordinária possui gatilhos expressos.
Continue estudando
Equipamento e documentação
- Vaso de Pressão NR-13: tipos, funcionamento, componentes e aplicações
- Documentos Obrigatórios para Vasos de Pressão conforme NR-13















































































